Caros leitores, poucos, eu sei, porém fieis. para alegria de uns e tristeza de outros, estou de volta após quase um mês sem uma nova fornada. A demora se deve a vários motivos, entre eles, a um total desânimo com a atual situação do país e os rumos eleitorais (leia-se reeleição), juntamente com uma súbita mudança na minha vida pessoal, aliada ao vagabundismo inerente ao período de Copa do Mundo. Resultado: perda total de foco para escrever.Mas agora as coisas estão entrando nos eixos, o quadrado mágico se mostrou o maior fiasco nacional desde a vitória do Lula e do PT.
Nesse clima, resolvi colocar tudo no liquidificador e fazer um bem-bolado através das Copas que acompanhei, para ver se consigo compreender o que se passa nessa pobre e nada animadora nação. Vamos lá!
Copa de 1982
Local: Espanha
Nosso escrete: tinha tudo para ganhar, jogou muita bola, mas não venceu por causa de um italiano fraudador da loteria esportiva local que, numa atuação que jamais teve, sapecou 3 gols no nosso glorioso Valdir Peres e eliminou o Brasil. Que filho da ¨&%$!!!.
Nossa esperança: Zico, mas tinha outros craques como Falcão, Sócrates, Junior...
Presidente: João Baptista Figueiredo, o último do Regime Militar.
Lula: era mais um metalúrgico, que fundara um partido político havia poucos anos. Em 1982 disputou o governo paulista e ficou em quarto.
Galvão Bueno: não sei onde estava, mas já devia ser um chato.
Musa nacional: Sônia Braga.
Estados Unidos: estava em plena Guerra Fria.
Frase: A inflação deste ano é um caso perdido. Ministro da Fazenda Ernane Galvêas, novembro de 1983.
Copa de 1986
Local: México
Nosso escrete: a base que perdeu em 1982 envelhecida 4 anos. Ou seja, não passamos das quartas-de-final.
Nossa esperança: Careca, o principal artilheiro da época.
Presidente: José Sarney, ex-coronel do Nordeste que virou coronel e herdou a presidência após a morte de Tancredo Neves.
Lula: foi eleito deputado federal com a maior votação do país até então. Nada fez e, provavelmente, não sabia de nada!
Galvão Bueno: transmitia F-1 e futebol na Globo e já era de fato um chato.
Musa nacional: Xuxa na TV Manchete.
Estados Unidos: em plena Guerra Fria.
Frase: Fui escolhido por Tancredo e ratificado por Sarney. Eu sou a Nova República. Ministro das Comunicações Antônio Carlos Magalhães, outubro de 1985.
Copa de 1990
Local: Itália
Nosso escrete: um dos mais vergonhosos e mercenários que se tem notícia. Sebastião Lazaroni era o técnico (não preciso dizer mais nada). Caímos nas oitavas ao perdermos para a... para a... bem, para um país boludo daqui do lado.
Nossa esperança: que todos os jogadores das outras seleções desistissem da competição. Mesmo assim chegaríamos em sexto.
Presidente: Fernando Collor de Mello, ex-caçador de marajás, uma espécie de salvador da pátria, eleito com ajuda da Rede Globo, que não durou muito no cargo. Caiu por muito menos do que o governo atual.
Lula: candidato derrotado à presidência em 1989. Não trabalhava.
Galvão Bueno: transmitiu a sua primeira Copa. Já era o mesmo chato.
Musa nacional: Rosemary Fogueteira, aquela da presepada chilena no Maracanã. Aprontou e, como no Brasil tudo acaba em bunda, foi capa da Playboy.
Estados Unidos: às vésperas de invadir o Iraque.
Frase: Onde tiver um terreno vazio o trabalhador sem moradia deve invadir. Lula, maio de 89.
Copa de 1994
Local: Estados Unidos
Nosso escrete: à imagem e semelhança de seu treinador: feio, burocrático, chato, irritante, mas com uma estrela que estava no lugar certo, na hora certa.
Nossa esperança: Romário (Deus), que estava no auge e conquistou o tetra.
Presidente: Itamar Franco (o do topete), que entrara no lugar de Collor e tinha Fernando Henrique como seu Ministro da Fazenda. O Real estava sendo implantado.
Lula: candidato à presidência pela segunda vez. Perdeu e continuou sem trabalhar.
Galvão Bueno: insuportavelmente chato, em especial quando Baggio perdeu o pênalti decisivo e ele começou a gritar que nem um louco abraçado ao seu desafeto Pelé: É tetra! É tetra! É tetra!
Musa nacional: Lílian Ramos, aquela que no Carnaval foi fotografada sem calcinha ao lado do presidente Itamar. Também foi capa de revista masculina, só que da Sexy.
Estados Unidos: Já haviam arrasado o Iraque pela primeira vez.
Frase: O gol é apenas um detalhe. Carlos Alberto Parreira.
Copa de 1998
Local: França
Nosso escrete: manco para a esquerda, sem Romário que fora precipitadamente cortado por Zico e com Junior Baiano de titular na zaga. Ainda tínhamos que engolir o Zagallo (que já estava gagá) e sua patética contagem regressiva.
Nossa esperança: Ronaldinho, o Femômo, que no dia da final teve algo que jamais saberemos.
Presidente: Fernando Henrique Cardoso, que àquela altura já havia comprado a emenda da reeleição.
Lula: candidato à presidência pela terceira vez. Perdeu e continuou sem trabalhar.
Galvão Bueno: insuportavelmente chato, em especial quando soube que Ronaldinho talvez não fosse jogar a final. Ficou histérico!
Musa nacional: toda e qualquer bunda que dançava axé na boquinha da garrafa.
Estados Unidos: sem guerra, o problema era uma estagiária gordinha que fumou mas não tragou o charuto do presidente. Este, por sua vez, também fumou e não tragou maconha na adolescência.
Frase: É o Tchan! representa o Brasil muito bem. Iluminaram a Carla Perez, que, pra mim, remete ao Bloco da Aurora, que remete a Chacrinha, que remete a chacrete, que remete a Carnaval... Carlinhos Brown, fevereiro de 99.
Copa de 2002
Local: Coréia do Sul e Japão
Nosso escrete: Família Scolari. Saiu daqui desacreditada e voltou com o penta.
Nossa esperança: Ronaldo, o femômo, que jogou muito, arrebentou e fez dois gols na final (chupa, Oliver Khan!). Rivaldo e Marcos também foram fundamentais.
Presidente: Fernando Henrique em final de 8 anos de mandato.
Lula: candidato à presidência pela quarta vez. Ganhou, tentou montar um esquema megalomaníaco para se perpetuar no poder, mas como não pagou todo mundo em dia, viu a casa cair. Mesmo assim, continuou sem trabalhar. Apenas viaja, bebe e fala besteiras, constrangendo a minoria pensante do país.
Galvão Bueno: insuportavelmente chato, especialmente quando pedia para a população piscar as luzes dos apartamentos nas madrugadas em que o Brasil jogava; quando gritava Denílson neles!; e quando queria embalar a transmissão com o ritmo do Olodum. In-su-por-tá-vel!
Musa nacional: Ivete Zagallo com o hit (insuportável também) da Copa: Que vai rolar a festa / Vai rolar / O povo do gueto / Mandou avisar...
Estados Unidos: após serem humilhados em setembro do ano anterior, destruíram o Afeganistão e inventaram uma nova guerra contra o Iraque.
Frase: Você que tem a sua terra e produz, saiba que um governo do PT não vai tolerar desrespeito à sua propriedade. Lula, abril de 02.
Copa de 2006
Local: Alemanha
Nosso escrete: o melhor elenco desde 1982. Porém, se não mudar o esquema será apenas um amontoado de craques sem ser um time.
Nossa esperança: Ronaldinho Gaúcho e o quadrado mágico invenção da mídia que engessou o técnico Parreira.
Presidente: Lula, que continua sem trabalhar, só viajando, e se tornou uma das maiores vergonhas do Brasil em todos os tempos. Mesmo assim, vai se reeleger.Lula neste exato momento deve estar de bermuda, chinelo, camisa da seleção, corneta e boné.
Galvão Bueno: está cada vez mais insuportável, quando parece que chegou ao ápice da boçalidade, ele se supera.
Musa nacional: Fátima Bernardes direto da Alemanha e as trocas de olhares e sorrisinhos via satélite com o marido, que ficou no Brasil para cuidar das crianças.
Estados Unidos: continuam destruindo o já destruído Iraque.
Resumo da óperaRonaldo, atacante em má fase que talvez se torne o maior artilheiro da história das Copas, sobre Lula, atual presidente, que chegou ao poder após 3 derrotas consecutivas e deve permanecer pelos próximos 4 anos: Todo mundo diz que ele bebe pra caramba. Tanto é mentira que eu estou gordo como deve ser mentira que ele bebe pra caramba.O pior é que se vier o hexa todos esquecem de tudo.BRASIL-SIL-SIL!!!
Dica do Português:
Beatriz Azevedo
Já que vamos continuar no clima de copa do mundo, nada melhor que falar de Beatriz Azevedo.
A cantora apresenta o show que levará para a Alemanha na programação da Copa da Cultura, no mês de julho. O repertório inclui músicas próprias lançadas nos CDs bum bum do poeta e mapa-mundi (samba and poetry), além de outras composições gravadas por Adriana Calcanhotto, Vinicius Cantuária e Zé Celso Martinez Correa. Com Beatriz Azevedo (voz e violão), Bocato (trombone), Lucas Vargas (Acordeom, piano e samples), mais bateria e percussão
Local: SESC Pinheiros
Dia: 22/06, Quinta
Horário: 20h
Ingressos: R$ 6,00; R$ 4,00 (usuário matriculado). R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes, a partir de 60 anos e estudantes).
Servimos bem para servir sempre!Pão quentinho de hora em hora!
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